TRABALHOS EM ALTURA UTILIZANDO LINHAS DE VIDA OU CABOS-GUIAS

Objetivo: Servir de sustentação ao cinto de segurança, para trabalhos em altura que exigem o deslocamento do trabalhador, ou em locais onde não exista possibilidade de fixação do cinto sem o cabo-guia.

1) São obrigatórios para trabalho em altura que exigem deslocamento, evitando que o trabalhador fique solto por falta de ponto de fixação do cinto ou quando da mudança do ponto de acoplamento / fixação.

2) Os cabos de aço deverão ser conforme as recomendações da NBR 6327/83 da ABNT e nunca menor que 8,0 mm de diâmetro. Devem ser fixados por meio de clips conforme normas técnicas.

3) Os cabos-guias devem ter suas extremidades fixadas à estrutura definitiva da edificação por meio de aço inoxidável ou outro material de resistência e durabilidade equivalente.

4) Os cabos-guias devem ser substituídos, quando apresentarem condições que comprometam a sua integridade, em face da utilização a que estiverem submetidos.

5) Quando não existir cabo-guia definitivo no posto de trabalho a Empresa deverá fixá-lo de forma temporária durante a realização do serviço.

6) O cabo-guia com instalação temporária deverá ser inspecionado após montagem, pelo Técnico de Segurança ou Supervisor, que expedirá Autorização para execução do serviço, através do formulário Permissão de Trabalho (PT).

OBSERVAÇÕES GERAIS

1) É proibido o uso de cordas de cizal para qualquer trabalho em altura.

2) É permitido o uso de corda de poliéster branca para cabo-guia e trava queda, amarração de andaimes e içamanto de cargas, desde que seja utilizado coeficiente de segurança 5 e que não se trate de trabalho a quente.

3) É obrigatório o cinto de segurança tipo pára-quedista com duplo talabarte de metal para trabalhos a quente.

4) Todo trabalho em altura deverá ser sinalizado com os dizeres:

- RISCO DE QUEDA DE MATERIAIS
- PERIGO HOMENS TRABALHANDO ACIMA
5) É proibido trabalho em altura com sobreposição de equipes. Caso não haja outra alternativa, fazer proteção tipo cobertura, canal ou rede de proteção.

6) Quando houver necessidade a critério da Segurança do Trabalho, deverá ser utilizada redes de proteção contra queda do trabalhador e de objetos ou ferramentas.

7) As ferramentas inclusive manuais deverão ser amarradas a estrutura, podendo ser amarrada na mão ou no cinto do trabalhador quando se tratar de ferramentas leves. Para tal deverão ter um cordão ou fio de nylon fixado as mesmas, possibilitando essa amarração.

8) Quando houver rede elétrica ou barramentos de ponte, com risco de contato do trabalhador ou ferramentas, estes deverão ser desligados (ENERGIA ZERO).

9) Os cintos de segurança deverão se inspecionados pelos trabalhadores e supervisores.

10) Verificar as condições de acesso para o trabalho em altura antes de iniciar o serviço.

11) Para trabalhos com balancim leve, pesado ou individual seguir todas as recomendações da NR 18.

12) Para instalação de Linhas de vida ou Cabos-guias em telhado ou onde necessário poderá ser exigido o uso de trava-quedas retrátil.

13) Ter um responsável pela equipe, afim de coordenar os trabalhos, bem como facilitar aplicação das normas de segurança.

14) Sinalizar, isolar a área respectiva do serviço a ser realizado na parte inferior.

15) Não executar trabalhos em telhados nos dias de chuva, com vento excessivo, com telhas molhadas ou sobre fornos onde haja emanação de gases.

16) Quando o trabalho for executado no nível do piso e existir desnível ou abertura com risco de queda do trabalhador, deverão ser adotadas todas as recomendações exigidas para trabalhos em altura. Devendo quando possível for protegido o desnível com guarda-corpo.

17) Deverão ser seguidas todas as recomendações da NR-18 do Ministério do Trabalho, entre elas os itens 18.12 à 18.16, 18.18,18. 22 e 18.23.

Existem dois tipos de linhas de vida: o sistema de linha de vida horizontal e o sistema de linha de vida vertical.

Linha de vida vertical – utiliza-se a linha de vida vertical quando existe a necessidade de realizar o acesso de um ponto de partida inferior até um local superior acima de 2 metros (conforme NR-35). A linha de vida vertical pode ser fixa ou móvel dependendo do local e necessidade de utilização. Os materiais utilizados normalmente são: cabo de aço, trilho (interno ou externo) e corda. É recomendado que em qualquer instalação contenha um estudo técnico bem como um calculo de dimensionamento, acompanhado de um projeto e respectiva ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).

Linha de vida horizontal – a linha de vida horizontal é recomendada em qualquer trabalho acima de 2 metros (conforme NR-35) quando o indivíduo está em superfície a qual oferece algum risco de queda.  A linha de vida horizontal estará ancorada, no mínimo, em dois pontos de ancoragens. Assim como na linha de vida vertical, a linha de vida horizontal deverá conter um cálculo de dimensionamento, projeto técnico acompanhado por Anotação de Responsabilidade Técnica – ART. Aplica-se a instalação de linha de vida horizontal em qualquer plano no qual o deslocamento não necessita de um trava quedas instalado diretamente na linha de vida, apenas um EPI que acompanhará no decorrer do trajeto, contudo, é possível a instalação de trava quedas retráteis quando a linha de vida vertical estiver acima do colaborador. A linha de vida horizontal poderá ser fixa ou móvel/ provisória.

 

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